segunda-feira, 25 de abril de 2011

Turma 901 - COMUNICADO SOBRE TERÇA (26/04/2011)

Olá, pessoal, como prometi, aqui está a pequena lista dos alunos que deverão estar presentes amanhã na aula para recuperação da nota, para segunda chamada também.
Aos demais, bom sono! Mas estejam na escola para a aula de 10h10, ok? =)

Bianca Venancio de L. Barbosa
Carolina Leziê de Almeida
Gabriela Pinto Garcia
Ianca Marcheni de Andrade
Juliana Silva Marinho
Laiza Pinheiro de Freitas
Lucas Lima Ferreira
Mateus Sá do Nascimento
Rayelle Campos Ferreira





domingo, 20 de março de 2011

"A busca por segurança e a implantação da segurança" Turma 901

Gostaria, primeiramente, de agradecer ao autor Anderson Cristiano da Costa pela escritura de um artigo tão interessante. Pude utilizá-lo em sala de aula com uma turma de 9˚ ano de um colégio estadual do Rio de Janeiro e o trabalho rendeu boas reflexões.

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Bom, pessoal, como eu prometi na aula de hoje, disponibilizo neste post as respostas das questões de 6, 7, 9 e 10 do questionário-roteiro de compreensão do texto. Quanto às questões 8 e 11, são questões pessoais. Convido vocês a exporem suas respostas aqui na sessão de comentários, então poderemos analisá-las juntos, o que acham?

6 - Descreva como acontece a implantação da insegurança.
O próprio sistema capitalista cria uma diferença social grande. Aqueles que não podem consumir a vida veiculada pela mídia como sendo sinônimo de felicidade também a querem, assim, não tendo como consegui-la por meios lícitos, recorrem a meios ilícitos para usufruir o prazer de possuir. O mercado, por sua vez, sabendo do que acontece com seus consumidores, veicula propagandas e matérias de TV que aumentam sua sensação de insegurança, que os consumidores que têm um maior poder aquisitivo estão correndo constante perigo advindo do desejo dos consuidores falhos de possuir. Tais matérias mencionam que é preciso zelar pela própria segurança, que a criminalidade está crescendo assustadoramente. Os jornais impressos e televisivos apresentam diariamente amostras de pessoas que roubaram, traficaram ou mataram, sujeitos com roupas simples, que vivem em favelas ou bairros pobres. Assim, cada cidadão, buscando preservar seus bens e sua vida, investe em segurança. Mesmo assim se sentem inseguros e angustiados e, na esperança de diminuir essa angústia, adquire outros bens de consumo, usufruindo de mais um instante de felicidade e esperança de tranquilidade.
Assim é implantada a insegurança e assim o mercado capitalista lucra com ela.

7 - Por que a insegurança gera lucro?
Porque, sentindo-se inseguros, os consumidores não falhos vão buscar meios para garantir sua segurança e esses meios não raro envolvem a compra de bens de consumo, o que gera lucro para o mercado capitalista.

9 - Como é demonstrada a infelicidade dos que não podem consumir?
Pela amostra que a mídia dá todos os dias nos noticiários, novelas, filmes, seriados, de como é dura e perigosa a vida dos que não podem consumir, principalmente porque ficam vulneráveis diante da insegurança.

10 - Qual é o medo dos "consumidores efetivos" em relação aos "excluídos"?
Eles têm medo de que os excluídos tentam participar do paraíso consumista, os atacando para conseguir isso.

Pessoal, é isso. Perdoem o atraso. Comecei a escrever esse post na quarta-feira, mas acabei por finalizá-lo só agora. Acho que ainda em tempo.
Espero vê-los amanhã.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Procura da poesia, de Carlos Drummond de Andrade - Turma 901

    Procura da poesia

Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.

Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.

Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.

O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.

Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.

Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

(Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Re-Retorno...

Talvez o título mereça mais alguns "res"... Mas o caso é que voltei novamente.
Acho que ainda não tinha dito, mas sou professora de Língua Portuguesa e precisei criar um canal de comunicação com meus alunos pra disponibilizar pra eles os textos que serão usados nas nossas aulas. Ainda não sei se vai dar certo, mas acredito muito que com boa vontade e disposição pode funcionar sim. Pensei em criar um segundo blog pra organizar melhor os assuntos mesmo, mas mal consigo lidar com esse aqui... Melhor ir devagar.
Por hoje o asunto é esse.

Aos meus alunos, sejam bem-vindos. Espero que isso aqui dê muito certo.
Para começar, segue o link para o download do livro "A droga da obediência", de Pedro Bandeira.

domingo, 13 de junho de 2010

Sonho... Meu vício agora

Bom, hoje tive mais um dos meus bons [e loucos] sonhos.
Nunca disse aqui [aliás, disse pouca coisa aqui até agora], mas adoro sonhar. Curto muito meus sonhos!
Esse foi lindo, e até musical.
Estava eu na fazenda dos tios, no ES, onde parecia estar havendo alguma espécie de comemoração. E tinha era gente da família lá... Sonhos geralmente são bem desconexos e os meus não são nada diferentes. Enfim, sei que passei e ouvi P-E-R-F-E-I-T-A-M-E-NT-E a melodia de Meu vício agora, do Kid Abelha, tocada no violão por um amigo, que trabalha comigo. [Curioso é o fato dele não saber tocar violão, mas... nos sonhos...] Passei. Ouvi. Sorri. Contemplei. E... Acordei com uma incontrolável vontade de ouvi-la. Enjoy it!

['tá bem, o sonho não está todo aqui, mas depois disso tudo ficou muito confuso demais e não vale a pena contar porque nem eu sei direito o que mais aconteceu ou quem mais aconteceu... Enfim...]



Composição: George Israel/Paula Toller

Não vou mais falar de amor
De dor, de coração, de ilusão
Não vou mais falar de sol
Do mar, da rua, da lua ou da solidão

Meu vício agora é a madrugada
Um anjo, um tigre e um gavião
Que desenho acordada
Contra o fundo azul da televisão

Meu vício agora...
É o passar do tempo
Meu vício agora...
Movimento, é o vento, é voar...é voar

Não vou mais verter
Lágrimas baratas sem nenhum porque
Não vou mais vender
Melôs manjadas de Karaokê

E mesmo assim fica interessante
Não ser o avesso do que eu era antes
De agora em diante ficarei assim...
Desedificante

Meu vício agora...
É o passar do tempo
Meu vício agora...
Movimento, é o vento, é voar... é voar


domingo, 6 de junho de 2010

Acabo de ler a adaptação pros quadrinhos do conto de Machado "A causa secreta". Como ainda não havia lido o texto original, em prosa, me deparei com uma total novidade e deu pra julgar essa história de "Literatura em quadrinhos" sem comparações, muito embora não se possa perder o parâmetro do original.
Gostei muito da linguagem, embora não tenha lido o conto, acredito que a adaptação ficou bem boa. O mesmo não aconteceu com "O cortiço", de Aluísio de Azevedo. Achei tudo muito estranho, corrido, solto. Não sei, talvez por ser um romance, obviamente mais longo, as 42 páginas não tenham dado conta do recado.
Enfim, vou ler outras adaptações e ver no que dá. Estou pensando em utilizá-las com meus alunos do ensino fundamental.

domingo, 30 de agosto de 2009